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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Orgulho e preconceito

Quando se me acalma o meu acelerado coração e a clareza da razão se abate sobre mim, verifico que a emoção e essa razão não estão tão afastadas. Aquilo que se sente, é para mim o valor primordial e básico do ser humano. A razão tolda-nos muitas vezes o que de  facto deveriamos fazer para bem dos outros e de nós próprios.
Quando me dou a alguém faço-o de alma, coração e razão. É um aglomerado de sentimentos que acabo por nutrir e tentar alimentar....mas infelizmente, não tenho a capacidade de conseguir sentir apenas pela razão ou pelo coração. Têm de coabitar esses dois elementos para que sinta algo por alguém...caso contrário esse alguém não tem absoluto significado para mim.
Na verdade muito poucas pessoas cabem assim no meu coração. É na verdade um coração grande, mas que ao longo da vida foi adicionando e eliminando quem por lá "habita".
Não consigo separar as duas coisas e por isso prefiro o afastamento. Diz-se que olhos que não vêem, coração que não sente. E é de certa forma assim.
Nos últimos tempos passou muita gente por aqui, uns ficáram, outros já partiram. Mas existem os que deixaram mossa....São esses que por vezes me fazem chorar e sei que não mereçem uma gotinha de lágrima minha. Mas não controlo racionalmente as emoções, são por isso emoções.
Com o tempo essas mossas vão ficando atenuadas, mas de um momento para o outro surge algo que despoleta de novo essa angústia.
É pena que de facto não tenhas dado valor ao que por ti fiz, o que me dediquei a uma causa que não era minha e com a qual estás agora de certa forma a usufruir. Pensas que a glória e o mérito te cabe, mas lembra-te que sózinha no teu mundo não és nem nunca serás ninguém. Quem te bajula agora, cospe também nas tuas costas e aponta sempre um erro ou fracasso teu. Pergunto-me para quê? Porque simplesmente a arrogância não te permite dar o braço a torçer e dizer....-Afinal preciso de ti.
Nunca o dirás porque o orgulho de um susesso alcançado com o esforço e determinação de outros é o mais dificil de debelar. É um orgulho vazio, sem substância que o sustente. Valem-te apenas algumas pessoas que ainda assim não te deixam ficar mal e procuram ajudar-te nas graves lacunas da tua vida.
Sózinhos não somos ninguém, mas acompanhados por "abelhas" que apenas querem sugar o que lhes interessa também não. Usáste e abusaste e fazes isso com todas as outras pessoas, mas lembra-te que também a ti te fazem o mesmo.....justiça divina, não sei, mas sei que o que semeias agora irás colher e nessa tua colheita corres o sério risco de estares sózinha. Sabes quem és e tens a certeza do que és. Mas és assim aos teus olhos, aos olhos de poucos outros, lá dentro pouco tens....orgulho apenas...
Recadinho dado, passando à frente...
Ora tenho feito assim um enorme esforço para que a barreira dos sentimentos seja suficientemente forte para se proteger, não deixar entrar assim sem mais nem menos e dizer o que penso tem-me ajudado muito.
Quero lá saber se o que digo não é bonito, não é agradável, mas é sincero e isso vale tudo e muito mais.
Estou de facto desejosa que chegue o próximo domingo. Gosto de política, detesto politicos, mas queria um dia fazer algo nesse "ramo" (será que isso é um ramo de actividade!?)
Bem o meu desejo é que, principalmente o país se acalme porque na realidade esta crise é uma pseudo-crise. Uma forma de contornar fracassos políticos fazendo com que uns paguem os actos politicamente incorrectos. Quantas situações graves estavam a acontecer no noso país e de um momento para o outro já não existem....isto é que é marketing (desculpem-me que estudo marketing...mas sabem do que estou a falar). Veremos se algo se resolve, se conseguimos que a nossa "caravela" volte a navegar por mares nunca antes navegados (querido Camões...a falta que fazer ao país!!!!) e que pelo menos tenham a decencia de ir votar. Direito e dever fazem parte de um pacote também, certo?
E para terminar digo que eu voto Passos Coelho e coração, de razão não sei ainda bem, mas de consciência tranquila. Deitarei a cabeça na almofada com a certeza de uma aposta em alguém que admiro deste que comecei a perceber um pouquinho de política. Também gostaria muito de votar no meu querido Paulo, mas fica aqui registado que gosto dele também. Devia ser possivel votar em dois ao mesmo tempo, isso sim era a verdadeira democracia. Gosto de um por uns motivos, mas de outros por outros motivos. Mas a perfeição não existe e a esperança de que se juntem os dois para esta árdua tarefa de levar um país de orgulhosos em frente ser um pouco mais leve.
Pois é esse o nosso grande defeito...somos orgulhosos, mas do que os outros fazem por nós...gostamos muito de receber os "louros" alheios. Não somos perfeitos e ainda assim acredito que conseguirei viver no nosso país mais algum tempo...daqui a uns anos logo se verá!
Vamos lá a votar e aliviar a consciência!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Que futuro temos nós?

Bem, faltam-me apenas 2 meses para acabar as minhas "conversas" sweet spark e até lá queria dizer tudo o que penso, por vezes a vontade seria dar nomes concretos às coisas, mas a realidade por vezes assim não permite. No entando veladamente vou dizendo algumas coisas, quem me rodeia percebe o que digo e é isso que me importa. Daqui a alguns anos existirão vários textos meus, vão manter vivas as minhas opiniões, pelo menos as que tenho precisamente agora.
Começo o dia com bastante dificuldade em acordar, não sou daquelas pessoas que acorda às 7 horas com a melhor disposição do mundo, mas em pouco tempo o meu humor melhora e depois acaba por ficar recuperado.
Crianças na escola, e depois pequeno almoço, mais ou menos tranquilo....e o que faço é dar uma vista de olhos pelos jornais. Tento não ler as más notícias, por isso é raro ler algum jornal hoje em dia....mas hoje levei um muro no estômago!
Em 2007 fica aprovada uma "lei" que legaliza o aborto consentido até às 10 semanas de gestação. Na altura do referendo votei não em plena consciência de saber o que é legalizar algo. É de facto permitir a torto e direito um facto.
Os dados fornecidos na informação fizeram-me chorar. Não imaginava nos meus mais terríveis pesadelos que os números seriam tão elevados. Sabia que seria um fartote, mas tanto...
Ora aqui ficam os números, para que daqui a alguns anos não nos esqueçamos deles:
19436 interrupções de gravidez; 18911 por opção da mulher....depreendo que os restantes 525 casos tenham sido casos em que não existiria alternativa médica para a normal evolução da gravidez.
São maioritáriamente mulheres entre os 20 e 34 anos sendo que 101 casos são de raparigas com idade inferior a 15 anos.
Até aqui eram os números que me assustavam, depois...bem.
Do total de IVG praticadas em 2010, 5861 foram praticadas na famosa clinica dos arcos. Outros tantos em outras clinicas particulares.
Foram encaminhados para esta clinica 4383 casos pelo nosso querido SNS. Sendo que pagam por cada IGV 500€ totaliza quase 2,2 milhões de euros.
Fica então a dúvida a quem o nosso sistema pretende defender, ou trata-se de um mero negócio?
Para os tratamentos de infertilidade não existem verbas, será necessário um referendo para legalizar uma lei de legalização de tratamentos de fertilidade????
Ora se essa verba dispendida em acabar com vidas humanas fosse aplicada nas vidas dessas mães que por vezes se encontram em situações de miséria e não têm outra alternativa, por mães que foram abandonadas pelo companheiro, pela familia, pela sociedade em geral, mães que poderiam ser boas mães. Enfim transformar-lhes a vida, dar um pequeno empurrão! Tenho a certeza que muitas vidas, as das crianças e das suas próprias mães iriam mudar e para melhor.
Mas tristemente vivemos ainda numa sociedade que penaliza a mãe, a sua condição.
Por que raio tem uma mulher de ser mãe, trabalhar pelo menos 8 horas, cozinhar, limpar a casa, tratar dos filhos, carregar 9 meses um ser , sempre a trabalhar, deitar-se cansada e ainda ter de aturar o marido?
Onde está a igualdade?
A minha esperança é verificar que existem muitas excepções, sou uma delas, mas com muito esforço consegui isso, o direito de não ter de trabalhar 8 horar se não conseguir ( tudo bem que em outros dias as 8 horas são 12, 13, 14, 15..., mas outros podem ser 4 ou nenhuma...), não me sinto obrigada a cozinhar ( a verdade é que posso ter jeito para muita coisa mas cozinhar não é um dote meu...sopa, salada, enfim morriam à fome), não me sinto obrigada a limpar a casa, faço porque quero, como quero, quando quero, trato dos filhos com o maior gosto, mas dividimos essa tarefa muito bem, deito-me cansada e sou respeitada, e só aturo o meu marido quando quero, e vice-versa. Aturamo-nos muito bem, juntos na vida 1/2 da nossa existência, é quase como se fossemos 1 só pessoa. Assim é carrega ele o peso a mais que eu carrego a menos, em tudo.
O outro aspecto, carregar uma criança 9 meses é realmente o que me atormenta...não foi fácil o período de gravidez, e em perspectiva futura, também não será. É um período de análises constantes, de exames, de tormentas, de verdadeiro pânico, no dia D tudo corre bem e é um alívio ver a perfeição e o milagre nas mãos!
Tenho de admitir, não sou uma daquelas grávidas que tem gosto em mostrar a barriga, a maminhas a rebentar, com enjoos constantes, pernas inchadas. O meu corpo não aguenta muito bem essa tarefa, mas ainda assim consegui ter as duas luzes da minha vida....só espero mesmo a terceira.....e espero....
Bem, continuando a parte das gravidezes que foram interrompidas em 2010, constatei que 1628 foram na minha querida MAC, e outras 1696 em mais duas maternidades do país.
Bolas! Não são maternidades?????É suposto nascerem aí crianças, não o contrário! Mais um murro!
Depois segue-se mais uma pérola: 251 mulheres interromperam a gravidez mais do que 3 vezes e destas , 4 interromperam 10 vezes! O que penso é que estas mulheres têm graves problemas de fertilidade....fertilidade a mais, mas para isso há remédio....talvez um remédio mais barato e duradouro do que o método contraceptivo que nelas não funciona...laqueação de trompas. Não precisam delas mesmo!
Segue-se então o pensamento dos direitos do ser humano. Ora se um ser humano tem direito à vida, esse bebé tem também (sim não me digam que com 10 semanas não é ser humano! Eu vi os meus bebés com 10 semanas e via-se tudo, principalmente uma pequena bolinha a pulsar....o coração!) E como bombava o coração! Chorei a rir e a rir chorei....parecia um cavalo de corrida em plena competição, algo mais lindo e fantástico neste mundo!
Agora se falarmos, ai não podemos laquear as trompinhas desmedidas dessas mulheres que tornam o aborto num método contraceptivo, porque vai contra os direitos do ser humano. Que hipocrisia! É mais fácil assim certo, e rentável para alguns também claro!
Pena tenho das mulheres que o fazem sem verem alternativa, sem lhes ser dada a oportunidade de terem os eu filho nos braços, sem serem assim protegidas, elas e as crianças. Crianças essas que nos farão muita falta no futuro próximo, a nós e ao nosso país.
Não me alongo mais na minha opinião. É apenas esta!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vender ou não vender?

Embora compreenda que a situação actual não está fácil e que todos temos de fazer por nós e pelos nossos, faz-me ainda uma certa confusão o desapego que as pessoas têm pelos trabalhos que fazem....falo em particular de trabalhos "handmade craft".
Todos os dias faço uma peça diferente, ou parecida com outra anterior mas com alguma inovação para assim tentar superar as minhas capacidades. É muito difícil para mim vender uma peça produzida pelas minhas mãos...raramente o faço, prefiro que me façam uma encomenda mais ao jeito de quem a vai receber, que não me pertença de alma....
Mas vejo que por motivos alheios uns e outros fazem peças de qualidade duvidosa, pelo menos ao meu critico olhar, e espalham a sua venda pelas mais diversas redes sociais. Será que sentem realmente o que fazem? O que depositam nesse objecto transformado? Nada talvez, ou assim como assim uma forma de ganhar o precioso que lhes falta.
Muitas destas pessoas não têm verdadeira falta de valores na sua carteira, nem o fazem para alimentar as barrigas dos seus....fazem por fazer, tentativas de saliências neste tipo de "mercado" que apenas precisa de um pouco mais de paixão.
Pois é isso que falta em geral aos comuns....paixão pelo que fazem, apego aos seus bens....materiais mas fundamentalmente morais.
Chega o tempo em que tudo se vende, alma, corpo, e a própria vida. É pena que assim seja, mas isto tudo me faz pareçer que estamos próximos de ditos países do terceiro mundo.....Será?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Terapia das Malas no Aeroporto.......

Ontem, finalmente, comecei a perceber um pouco porque motivo gosto tanto de malas.....
Nunca me tinha ocorrido pensar desta forma e por isso é importante tentar ver as coisas pelos olhos de quem está de fora. Assim foi um esclarecimento relativamente a situações que surgiram e continuam a surgir na minha vida....provavelmente serei sempre assim, mas penso que talvez possa mudar um pouco ainda essa condição. Para meu bem e primeiro lugar e assim para o bem dos que verdadeiramente me amam....
Tal como quem me explicou o que se passava a realidade é que carrego malas, malas, muitas malas.....malas essas que não são minhas. Pois é bem verdade que o faço, fiz e farei....mas a minha mala é bem grande e é essa que tenho então de carregar.
Tenho tido de facto, nos últimos 15 anos uma grande ajuda nesse grande fardo que se transformou a minha mala, mas a verdade é que em apenas 2 anos ( os últimos) peguei numa série de outras malas que não as minhas.
O conselho foi largá-las. Mas não é fácil pois habituei-me a carregá-las e é muito difícil deixá-las assim de um momento para o outro. Tenho, porém de o fazer e com a máxima urgência e deixar a minha, tratá-la e aliviar um pouco do seu peso.
Existe muito ainda por perceber, como fazer, como largar sem deixar de sentir remorsos, sem me preocupar, sem sequer olhar para trás.
Muitas pessoas que surgiram na minha vida, nos últimos 2 anos em particular, ensináram-me já muito que não tinha aprendido, na vida cor de rosa imaginária. Umas mostraram o lado bom do ser humano mas outras mostraram o verdadeiro inferno, o egoismo e a ignorância.
Quero guardar em mim só as que me fizéram acreditar que existem pessoas com integridade, com princípios e honestidade. Farei e deixarei todas as outras juntas às suas malas e no aeroporto. Não as trarei de volta, nem carregarei mais as suas malas ....não são minhas mesmo!
Sempre gostei muito de dar, dar coisinhas, dar carinho, dar afecto, dar tempo, dar o que tinha e o que não tinha. Nunca esperei nada em troca, dou para me sentir bem, mas aprendi que não devo dar a todos, só a alguns.
Sinceramente não descobri ainda se esses alguns são os que penso dever ser, mas saberei mais tarde ou mais cedo.
Até lá prometo que pelo menos não pegarei em mais nenhuma mala alheia!!!! Para ti também Ana....

domingo, 27 de março de 2011

Life changes

Parece então que vivemos tempos de mudança, ou talvez até nem tanto....pequenas alterações ou meros ajustes. Positivo ou negativo só mesmo o sábio tempo o dirá.
Mas estou realmente ansiosa com essa perspectiva, afinal parar é morrer e isso é coisa que quem por aqui anda não quer tão cedo.
As alterações dão-se em todo o lado a todo o momento, ora estamos de acordo, ora em desacordo, ora felizes ora tristes, ora amigos ora inimigos. Vida esta...quem entende mesmo o ser humano?
Por mim as coisas vão passando, sem me fazerem real pânico, e cada vez menos o fazem. Se outrora ficava incomodada agora fico impávida....não me interessa mesmo nada, quero dizer, sou completamente imune às opiniões, essas que cada um tem e que a cada um diz respeito.
Poucos, agora, me dizem algo, muito poucos e cada vez menos. Não gosto deste sentimento, e sim tê-lo perturba-me. Será que fiquei insensível? Bolas...a menina que dispara lágrimas à primeira, agora tem de descascar a própria cebola para o fazer.
Esta dureza não me agrada e não faz parte de mim, mas será que serei para o resto da minha vida assim?
Choro por quem me ama, não mais por quem gostaria de amar. Não preciso de fingir aquilo que não sinto, não sou atriz e por isso não sou paga para o fazer.
Disseram-me há pouco tempo que deveria dizer exactamente o que penso a quem de direito, faço isso, não dói, mas só o faço a quem mereçe um pouco de mim. A mais ninguém.

terça-feira, 1 de março de 2011

Life is just a game...

O entendimento de agora dita-me algo que não é fácil explicar. Sentir também não, mas isso não interessa a ninguém.
Chega um ponto da vida, que por qualquer motivo, por mais insignificante que possa parecer aos olhos alheios, uma situação ou palavra é aguçada como uma faca. Cabe a cada um desviá-la de forma a não ser fatal, mas nem sempre temos a desenvoltura de o fazer de forma rápida.
Então, a determinada altura desistimos de nos defendermos e aceitamos essas maléficas investidas até de bom grado...Gosto realmente de ver que existem pessoas, mesmo fracassadas e sem nenhum objectivo e propósito na vida, continuarem a sorrir como se tudo fosse assim magnífico e brilhante.
Para mim o brilhante torna-se baço a cada dia que passa, e o sol já não brilha da mesma forma.
Sorte a dos ignorantes, dos que não pensam e dos que só se conseguem ver a si próprios. Continuam o seu caminho, sem olhar para o lado, sem reflectir nos perigos e sobretudo sem terem medo. Burros? Nem pensar! Muito inteligentes até!
Penso muitas vezes que a maioria dos escritores, sejam portugueses ou não, viveram uma vida de reflecção, de pensamentos profundos, dificeis de exprimir em parcas palavras. Muitas vezes considerados loucos ou mentalmente incapazes, acabaram tristemente as suas vidas. Muitos optaram até por decidir por termo à mesma.
Penso sempre que a vida é o melhor bem e é tudo o que importa mesmo, sou terminantemente contra o aborto, eutanásia e para mim basta um coração bater para que essa vida exista.
No entanto, por vezes a estrada que precorremos surge-nos com algum nevoeiro, nevoeiro esse que nos turva a vista e distorce a realidade. Surge em consequência o medo, a angústia, a revolta e a vontade de assim parar. Sempre considerei que alguém que decide por termo à sua vida não toma um acto corajoso, mas sim de cobardia. Mudei de opinião. É um acto de profundo desespero, de quem já não vê a vida numa outra perspectiva, de quem deixou de acreditar na vida como era até então.
Vivi de perto, embora fosse pequena, uma situação dessas, nunca a compreendi até à pouco tempo. Agora sim, entendo. O passar dos anos e o caminho que se precorre fazem-nos ver coisas que de outra forma não conseguiamos. ....Mas também nos rouba a magia da beleza da vida...
Digo muitas vezes que adoraria nunca deixar de ser criança, mas é impossivel.
Por isso Game Over....