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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Obrigada neste Natal!

Não queria deixar o meu último post dominar este meu blog. Um post menos feliz e pouco adequado à alegria desta época.
Quero assim hoje agradeçer por tudo o que tenho, todos os poucos amigos verdadeiros que tenho e a minha família que me ama e que eu amo tanto.
Assim o meu grande obrigada aos meus pais por me terem acolhido com tanto amor, obrigada ao meu marido que é mais do que um grande amigo para a vida, obrigada aos meus maiores tesouros os meus filhos, que tanto amo e que amarei sempre incondicionalmente e que espero um dia acrescentar alguns....(!) , um obrigada à querida sogra que sempre sabe até onde ir e que está sempre do meu lado, sim é a minha sogra e eu amo-a, um obrigada à minha Mafy que é uma pessoa que guardo sempre no coração e que adoro tanto, um obrigada à Sónia, que com a sua sensibilidade dá equilibrio ao meu dia e que é uma pessoa especial guardadinha também no meu coração, um obrigada à Sandra que é a pessoa mais sensata que conheço, uma mãe sem igual, alguém onde posso encostar a cabeça e chorar ( já algumas vezes), uma pessoa pela qual faria este mundo e o outro, um obrigada à Célia por ser tão sensível, tão especial um laço que existe por vezes silencioso mas que entente tudo o que digo, um ser lindo. Um obrigada à Mónica pelo seu lado extrovertido, pela sua alegria e carinho, é verdadeiramente carinhosa. São vocês as minhas "manas" mais velhas (excepto a Mónica, que é mais novinha...) e gosto de todas vós de maneiras diferentes, de maneiras iguais...uma é o fogo, outra a terra, outra a água e outra o vento, completam-me assim e por isso agradeço a Deus por vos ter colocado a TODOS na minha vida. O que levamos da vida é isso mesmo, os laços e assim o meu desejo é que os laços nunca se quebrem, nunca!
O melhor do mundo para TODOS vós!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Neste Natal

Chega assim mais um Natal, mais uma época do ano que para uns é de euforia, para outros de puro consumo, outros há, em que é uma época de união hipócrita, mas no fundo acredito que ainda exista alguém em que o Natal é a comunhão familiar, o reunir, o reencontrar os seus amados.
Penso que é também uma altura em que cada um se revela a si e aos outros. A si, porque ao tomar as suas decisões no momento da escolha das ofertas define exactamente o que sente por quem vai presentear. A procura do presente perfeito, a tentativa de acertar no gosto do outro, o empenho que coloca no que oferece é até mais importante para si do que para quem presenteia.
Ora escolhemos uma qualquer porcaria, que nem sabemos se A gosta, ou se agrada minimamente a B e aí definimos que essa pessoa pouco nos diz. Ora se procuramos algo com significado, nem que seja um pequenino postal, e carregamos aí o nosso sentimento esse é um portal eterno.
Lembro-me de ser pequenita e de ver em casa um presépio em que os Reis Magos giravam em torno da Sagrada Família. Tocava uma música de fundo e luzinhas acendiam....ano após ano lá estavam os reis Magos na sua tarefa!
Todos os presentes me faziam gritar de alegria, nem era propriamente no momento em que os abria mas sim no momento que antecedia. A minha euforia, a alegria eram contagiantes. Era do género de deitar os foquetes, fazer a festa e ainda apanhar as canas...era realmente um grande momento, o acontecimento do ano.
Com o passar dos anos tudo foi mudando um pouco; muitos já não estão entre nós, poucos farão realmente falta e alguns que se encontram por cá, não fazem falta nenhuma. É duro de se dizer, mas é libertador, é a verdade, a minha verdade.
Faz-me tanta falta o meu tio António, o Titó querido que tão cedo nos deixou, filho do pai, como ele costuma dizer, lembrando-se do dia em que o foi levar pela mão, o seu pequeno irmão António, com um pequeno fatinho, ao Seminário.
Faz falta esse amor, faz falta tudo o que ficou por dizer, por vivier, por sentir. Sei que me amaste de verdade e que olhas por mim todos os dias, e sei isso porque falo contigo à noite entre o céu estrelado, sei porque colocaste na minha vida algumas pessoas...Não vou deixar que a tua vida tenha sido um branco, falo de ti como se estivesses a meu lado e conto os teus defeitos e as tuas grandes virtudes. Vives para sempre no meu coração e enquanto eu vivier estás vivo também. Mas sinto falta da tua presença, sim sinto...
Depois, bolas como a vida é injusta! Existe essa chamada tia Maria....que arrependida estou de ter dado esse nome à minha amada filha....
Essa tia que felismente, na verdade não é minha tia, não tenho nas minhas veias um pinguinho do seu sangue, o que anda por cá a fazer? Foi capaz de habilmente lixar a vida às sobrinhas que estiveram no seu alcançe, e pronto...mais nada....
Bem sei que é irmã da minha mãe, e só por isso existe aind ano meu dicionário, mas por mim é alguém que não vai perdurar no tempo. Nada irei contar a seu respeito, os seus feitos chegam para definir tamanha malvadez.

deposi existem voces...não sei por onde andam, como andam e isso sim dói. Dói fundo, como se fosse uma ferida aberta. Foi isso que tomou de facto esta época dolorosa, algo que nem consigo definir...não sei se estão bem, se estão mal, se pensam o mesmo de mim. É isso que me faz chorar todos os dias, que me faz ficar acordada a pensar.
O que há em comum , o que não há....só queria saber, descansar o meu coração, sentir a tranquilidade das certezas e saber que não exite sofrimento mas sim alegria e amor.
Fica sempre a dúvida, fui a preterida ou a escolhida?....ou ambas? Nos momentos de alegria sinto que fui a escolhida, nos outros sinto que fui eu colocada de lado.
Senti isso pela primeira vez num Natal. Estava na casa da minha dita madrinha, e tinha ela a mesa da sala recheada de presentes. Presentes lindo que o meu dito padrinho trazia de fora porque era comissário de bordo. Coisas que não existiam cá, coisas fantásticas! Bem, estava a dita a embrulhar todo aquele amontoado de coisas e sendo eu pequena mas já com uma queda para as artes, para os trabalhos manuais , tudo o que estivesse relaccionado com papéis e afins...eis que vi uma enorme caixa cheia, cheia mesmo de lápis de cor, canetas, bloquinhos, coisinhas fofinhas, brilhantes e coloridas. Eu inocentemente pensei que seria para mim...Ansiava aquele dia de Natal em que irira abrir aquele fantástico presente....chega o dia e abri um pequeno embrulho todo mal enjorcado que continha um género de mochila com carros estampados...desiludi-me e cresci aí...
Afinal eu , sobrinha e afilhada recebia um fantástico presente em sonhos. Que bom! Quando cresci e me lembrei disso, tratei de dar o devido destino à fantástica prenda e devolver ao remetente. Ficou tudo arrumado e dalí não aceito mais nada. E foi isto há bastante tempo....
Assim hoje, não dou propriamente valor ao que se é oferecido no próprio Dia de Natal porque penso que um presente é algo para a vida que deve ser dado de forma refectida, de forma sentida, existem afinal 365 dias do ano para oferecer, porque temos de concentrar tudo nesse dia? O que é realmente importante é perceber que quem nos ama não precisa de presentes para nos continuar a amar e que estará sempre do nosso lado independentemente de darmos um lindo colar ou um sentido abraço.
Pois o que peço neste Natal é em primeiro lugar saúde, para mim e para os que amo, tempo de qualidade juntos, que eu seja mais condescendente, que o meu coração acalmee que nunca me falte a clareza e o juízo, mesmo quendo estiver quase a perder a cabeça!
Mas peço em especial, muitos anos de vida para mim, para os meus filhos, os meus pais, o meu marido e para todos os que moram no meu coração!
Sei que Deus não me faltará!

sábado, 3 de dezembro de 2011

"I kept the right ones out
And let the wrong ones in
Had an angel of mercy
To see me through all my sin
There were times in my life
When I was goin insane
Tryin' to walk through the pain

When I lost my grip
And I hit the floor
I thought I could leave
But I couldn't get out the door
I was so sick and tired
Of livin' a lie
I was wishin' that I would die

Its amazing
With the blink of an eye
I finally saw the light
Its amazing
That when the moment arrives
You know you'll be alright
Its amazing
And I'm sayin' a prayer
For the desperate hearts tonight

That one last shots a permanent vacation
And how high can you fly with broken wings
Lifes a journey not a destination
And I just can't tell just what tomorrow brings

You have to learn to crawl
Before you learn to walk
But I just couldn't listen
To all that rightous talk
I was out on the street
Tryin'a survive
Scratchen to stay alive

Its amazing
With the blink of an eye
I finally saw the light
Its amazing
That when the moment arrives
You know you'll be alright
Its amazing
And I'm sayin' a prayer
For the desperate hearts tonight"


Aerosmith

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Completando

É verdade...quase me esquecia! Essa moça tem nome sim, para que não restem dúvidas e não existirem mal entendidos, porque não receio chamar o nome a quem é devido, assim chama-se Carla...o apelido ela vai mudando.
Poderia nomear mais algumas mas olha virei-me hoje para esta. Não sou muito boa com os nomes e quando a pessoa nada me diz pior ainda. No entanto se me lembrar de mais alguma estejam descansadas que digo OK?

Artesãs...mentes sãs?

"Vamos comprar os presentes de Natal através de pequenos empreendedores: a vizinha que vende doces caseiros, o artesão que faz bijutaria, a nossa amiga que vende por internet, a avó que faz malinhas em tricô ou aquele artista que pinta quadros. Façamos com que o nosso dinheiro chegue a pessoas comuns e não as grandes multinacionais. Assim também estaremos contribuindo para que mais alguém tenha um Feliz Natal. Se gostas, partilha!!!"
 
Este é o lema que as artesãs "facebookianas" andam a aclamar no dito sítio onde parecem viver....mas esqueçem-se de referir que comprando esses presentes de Natal estão a comprar cópias de trabalhos, na maior parte das vezes cópias bem rascas de trabalhos originais, mas enfim...as pessoas gostam é de sorrisos rasgados, gargalhadas sonoras e beijinhos melados.
Mas resalvo porém que nem todas serão assim, poucas muito poucas, mas ainda assim algumas.
Ora há tempos uma menina melosa meteu assim conversa no facebook, conversa essa que nem sequer teve comigo pois quem estava ao computador era o meu marido. Dizia ela que havia feito um workshop com outra menina, uma menina má pela sua descrição que nem sequer havia material suficiente para completar o trabalho e pelas suas palavras a outra pessoa era muito interesseira e só queria saber de dinheiro...enfim palavras oucas para ouvidos moucos, não fosse tudo ficar escrito certo?
Então vai daí que esta menina começa também a dar os seus maravilhosos workshops, uma querida, que a chuva e o sol a ilumine sempre, é uma fofa, uma linda....(palavras facebookianas para descrever o que obviamente não é verdade) e assim começa também a sua ronda de cópias. Então tanta moral....onde está a ética que diz ter? Não está! Ainda bem porque eu já achava que as minhas teorias sobre o ser humano estavam erradas. Todos se vendem, o preço é que varia.
E pronto, aí temos mais uma artesã nas suas lides! Boa sorte, mas atenção é melhor fornecer o material devido no workshop, não vá alguém proferir as mesmas palavrinhas que ela havia proferido anteriormente sobre a outra...

domingo, 30 de outubro de 2011

As palavras....

E se por vezes tenho vontade de escrever o que me vai na alma, tenho outras em que a preplexidade é tanta que não existe léxico suficiente para definir o que sinto.
Mas ainda assim tenho sempre uma ou outra palavrinha que posso proferir...
Com o clima de "crise" que se instalou neste país, nota-se cada vez mais que as pessoas ganham poderes especiais; um deles é trepar qual homem-aranha! É o bom que este momento traz...um ser humano com novas capacidades, novas habilidades, que trepa, trepa até mais não.
À parte de nova capacidade, penso que não ganhou nenhuma mais, sentem-se bem assim e de consciência tranquila....bem também perderam algumas características...algumas nem as tinham esta coisa de se ter consciência. Ou se tem ou não se tem, é algo que nasce connosco e morre connosco.
E se conheço por aí muito boa gente que se diz se conscenciosa e com carácter que se fosse contar como me apeteçe fazer...enfim, é melhor ficar caladita, mas serve este post para no futuro, quando o Alzheimer me atacar, alguém me relembrar de todas estas coisas que fazem parte da minha vida.
Como disse antes a vida é isso mesmo...ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
Claro que são simbologias, mas também podemos aplicar literalmente, uma vez que de outra forma teremos que viver a nossa vida.
Ora ter um filho significa deixar portanto descendência, seja biológica ou não, podemos ser sempre mentores de alguém, alguém a quem passamos o que somos, a quem deixamos um legado, alguém que nos faça viver mesmo depois de deixarmos a vida terrena. Alguns mesmo tendo filhos biológicos não conseguem porém aplicar esta situação á sua vida.
Depois o plantar uma árvore, significa fazer algo por este Mundo que nos acolhe, que nos abraça e que nós tão facilmente desprezamos. Cuidar o que é nosso o que é dos outros, como algo precioso que deixamos aos nossos descendentes.
Escrever um livro á na minha opinião, de facto o mais difícil de fazer. É preciso que a nossa vida tenha significado, que sejamos algo para alguém, que façamos falta, e que marquemos com o nosso precurso a diferença. Sem dúvida que o deveriamos fazer para melhorar tudo um pouco, mas como a imperfeição é algo tão característico nosso, devemos assim ser tolerantes e aceitar o lado menos bom da vida e de tudo o que é inerente.
Isso sim é dificil, requer muita aprendizagem, e só o nosso precurso de vida nos dá essa tolerancia. Ai como eu adorava ser tolerante....é talvez o meu pior defeito, entre outros menores claro.
Bem tento ser um pouco mais complacente, mas confesso que não me é nada fácil. Espero conseguir ser diferente nesse aspecto...
De resto vou escrevendo umas palavritas por aqui, outras nos imensos cadernos e diários que tenho, e espaçadamente releio tudo. É óptimo perceber que consigo saber o que sentia quando escrevi determinado post, perceber que algo que me afectava nesse momento foi ultrapassado, e posto isto a grande conclusão a que chego é que não há melhor que dizer o que se pensa....